instantes solares
manhãs inteiras
atados com cordas de luz
ao soneto solar
que inundava as pedras
os anjos à espera
de soltarem a voz
asas pacientes
tecendo nuvem a nuvem
castelos de céu
para onde, perfeita,
se ia amurar
a solidão
os pianos orfãos
um bando de pianos órfãos
atravessava a neve
e deixava um rasto de ouro
no silêncio negro da tarde
velávamos os raros fios de sol
que nos teciam a melancolia
e partíamos ricos
dando-nos ao assalto das horas
livres e amantes
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